Big Bang

Jovens farmacêuticos a 300 à hora

A Wings vai completar 4 anos de actividade ao serviço das farmácias e de outros players no mercado farmacêutico.

 

Ser um farmacêutico recém formado nessa altura era bom. Os horários conservadores das farmácias e o número médio de funcionários eram garante de tranquilidade no trabalho. Farmácias novas tiveram de recrutar mais colaboradores, bem como farmácias que ampliaram instalações e aumentaram as suas equipas. Os salários estavam em alta e a procura de colaboradores eficientes era intensa.

Hoje o mercado está parado. Prácticamente não há transferências de pessoal de umas farmácias para outras. Os jovens recém-licenciados estão em apuros porque a Indústria, as Farmácias e outros potenciais empregadores vão na realidade ter de reduzir os seus quadros. Seria verdadeiramente irónico se com isso tivessem de reduzir o horário de abertura ao público.

Os jovens farmacêuticos só poderão penetrar no mercado das farmácias comunitárias se forem competitivos, ou seja, se oferecerem mais e cobrarem menos.

Para terem sucesso as farmácias precisam dos melhores recursos humanos. Existem equipas excelentes nas farmácias comunitárias mas também há muitas que são medíocres. Cada profissional precisa ter um plano para orientar a sua actuação e o seu desempenho, seja através de formação, de coaching ou de trabalho.

Os jovens farmacêuticos vão ter de se esforçar. Vão ter de ser mais humildes e de aplicar a sua criatividade num universo que está bastante cinzento. E vão ter de ser crescidinhos e responsáveis.

Andar a 300 pode ser bom. Convém é saber para onde vamos

Para saber mais: joao.guerra@wings.pt